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Como escolher a bicicleta ideal para iniciar no ciclismo?
26/02/2019
Dicas
Para quem já pedala, trocar de modalidade demanda ajustes e adaptações, mas para quem está começando (ou pensando), a foto acima dá a ideia monstruosa de como iniciar no mundo das bikes pode ser difícil, principalmente pela grande quantidade de modelos e modalidades disponíveis no mercado, e nem sempre as opções são compatíveis com a sua necessidade ou gosto, então fizemos esse pequeno guia para explicar um pouco mais sobre os diferentes tipos de bicicletas e suas modalidades indicadas para uso, confira:

Mountain Bikes MTB

Nascido na década de 70, o mountain bike ou mtb, surgiu na Califórnia com a intenção de realizar descidas das montanhas e pedalar no meio das florestas, e a partir daí, ganhou adeptos pelo mundo inteiro com a pegada fora de estrada. Mas ao longo dos anos o mountain bike se diversificou e acabou ganhando várias vertentes, portanto, nessa categoria existem diferentes modelos de bicicletas, cada uma com um detalhe que difere da outra em relação à modalidade na qual a bicicleta será utilizada, mas todas seguem a tendência da versatilidade, podem ser utilizadas fora da estrada, mas também nela (claro, que bem mais devagar que uma específica para isso). Vamos às principais:
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Hardtails

São as mais comuns. Possuem o quadro normal e suspensão dianteira ou até mesmo garfo rígido em alguns modelos e são ideais para realizar o amortecimento dos impactos das descidas e irregularidades do solo (no caso das que possuem suspensão), assim como pneus ligeiramente mais largos e com mais cravos ou cravos mais altos para melhor adequação e aderência ao tipo de solo.

São confortáveis para encarar as trilhas mais leves e estradões e normalmente são utilizadas em três tamanhos (medidas) de aros - 26, 27,5 e 29. Alguns ciclistas preferem as hard tails para realizar deslocamentos urbanos também pelo conforto oferecido e também pela medida crescente do uso do aro 29, que encara alguns obstáculos com maior facilidade.

Por possuírem o quadro mais limpo, alguns modelos podem ter dois suportes de caramanhola, assim como algumas peças à menos para realizar manutenções e cuidados de uso. Em contrapartida, para colocar em um uso mais pesado como muitas descidas, ou terrenos muito irregulares, a transmissão dos impactos é maior, podendo causar mais desconfortos que nas full suspension.

Full Suspension

As bicicletas full suspension são diferenciadas pela suspensão que utilizam além da suspensão dianteira, outra no quadro da bicicleta, o chamado Shock. São comumente utilizadas em modalidades mais competitivas como o XC, XCM, XCO (cross country, cross country marathon e cross crountry olympic, respectivamente) e Enduro. 

Para entender essas diferenças é simples, são modalidades que mesclam trechos de subidas e descidas em diferentes níveis técnicos e terrenos difíceis com lama, pedras e estradões bem irregulares, por isso, o amortecimento na área do quadro também se torna importante para garantir conforto e a durabilidade da bicicleta ao enfrentar terrenos mais difíceis.

Quem está começando pode achar estranho um amortecedor no meio da bicicleta, e claro, isso gera maiores cuidados quanto à manutenção e até mesmo no modo de andar com a bicicleta pela movimentação que o shock gera ao estar destravado em um lugar sem irregularidades, dando a impressão de estar balançando ao fazer força para pedalar, mas isso é apenas uma questão de costume.

Downhill

Podem ser do tipo hard tail ou ainda full suspension, mas o diferencial desse estilo de bicicleta é a suspensão dianteira que possui um curso (área de impacto) maior e em um formato duplo, o chamado double crown, onde a espiga (steerer) da suspensão/garfo é bem menor que nas bicicletas com suspensão simples (apenas um cano - espiga maior), que ajuda a absorver muito mais os impactos dos saltos e na leitura dos terrenos.

São bicicletas que se montadas para essa modalidade específica, a grande maioria das peças são diferentes das mountain bikes comuns, com proteções nas peças da bicicleta contra impactos após saltos para que elas não sejam danificadas.

Vale ressaltar que as bicicletas de downhill são excelentes opções para amortecimento de impactos, mas pode acontecer de terem relações não muito adequadas para uso muito prolongado (realizar aquele longão de final de semana) com uma delas pode ser desconfortável e com menos rendimento em retas e subidas.

Road Bikes/Speed - Bicicletas de estrada

Bicicletas leves, pequenas e rápidas - são as famosas speed bikes ou bicicletas de estrada. Utilizadas para competições de grandes equipes e deslocamentos maiores em velocidades maiores, as road bikes compensam o desconforto e a insegurança para os iniciantes na velocidade de deslocamento e facilidade nas subidas com relações de câmbios e coroas bem maiores que no mountain bike, mas o posicionamento do corpo pode incomodar. 

Outro fator que pesa bastante na hora de escolher uma speed, são os locais de uso. Diferente das mountain bikes, rodam apenas no asfalto ou terrenos com o mínimo de irregularidades possíveis, por possuírem pneus mais finos e não terem sistemas de absorção de impactos, deixando bem claro que o foco aqui é velocidade, não conforto.

Ao longo dos anos até ganhou vertentes, confira as principais:

Cyclocross/Gravel:

As bicicletas de CX - (cyclocross) e as Gravel (incluindo as de cicloturismo), possuem os quadros preparados para colocação de bagageiros e com freios à disco em alguns modelos para melhor frenagem nos locais de muita sujeira (lama, água e pó), além de pneus mais largos para manter a aderência junto ao solo

Pela Europa possuem uma grande quantidade de adeptos, justamente por unir duas paixões da maioria dos ciclistas - a velocidade de deslocamento, mas longe dos grandes centros urbanos com veículos em volta o tempo todo, ou seja, para quem vai realizar um cicloturismo elas são uma boa pedida ao combinar a velocidade das speed com a tranquilidade e o conforto (um pouco) do mtb.

Na verdade, existem algumas diferenças entre esses dois modelos, que são bem parecidas à primeira vista, principalmente na relação de marchas. As bikes de cyclocross tendem a ser mais leves o possível para realizar as competições, então a relação de marchas está mais para mtb do que para passeios off road.

Fixas/Pista

Visualmente são bem parecidas com as bicicletas de estrada, mas cada uma na verdade tem suas particularidades. As bicicletas de pista e as fixas possuem basicamente a mesma composição. São bikes leves, que não utilizam câmbios e freios, ou seja, são voltadas para a velocidade, diminuindo ao máximo o peso da bicicleta. 

Em contrapartida, quando  utilizadas fora das pistas (no caso das fixas urbanas), o fato de existirem obstáculos que necessitam uma diminuição da velocidade de forma abrupta (semáforo fechado, por exemplo) pode ser um risco para os iniciantes, já que o controle da frenagem é feita literalmente pelas pernas (com cubo traseiro fixo, o pedivela e a roda não giram independente, ou seja, não param de girar se não houver força contrária ou limitação dela).

Já nas Singles, o sistema é um pouco diferente, onde ela utiliza uma catraca, permitindo que o pedivela possa parar de girar com a roda se movimentando, o que ajuda muito os iniciantes que buscam uma bicicleta com funcionamento simples, mas vale conhecer um pouco mais sobre esse estilo de bicicleta, já que com uma única relação, encarar subidas muito íngremes é um desafio para as pernas.

TT/Contra-relógio ou Triathlon

Nesse mesmo estilo de bicicleta, ainda existem as bicicletas de Time Trial, que possuem uma pegada ainda mais aerodinâmica e são normalmente utilizadas no triathlon ou nas prova por contra relógio, as bikes de TT como são chamadas, oferecem um posicionamento diferenciado para pedalar, mantendo a aerodinâmica elevada e detonando os tempos

Com acessórios diferentes e posições de colocações dos seus trocadores de marchas e até mesmo das manetes dos freios, as bicicletas de contra relógio podem ter até mesmo os freios escondidos para diminuir ainda mais o atrito com o vento e garantir tempos melhores, e geralmente são bicicletas mais caras devido aos seus componentes serem fabricados em materiais mais leves.

Quanto ao ciclista, iniciantes normalmente sentem muita dificuldade com esse tipo de bicicleta devido ao posicionamento do corpo e as relações maiores, voltadas para maior velocidade. Além disso, iniciantes que querem voar alto na posição aero, devem tomar cuidado, afinal, a mobilidade sobre esse tipo de bicicleta é bem diferente que em demais modelos e uma queda em velocidades maiores pode ser bem dolorida. 

Urbanas ou Híbridas

Fabricadas para encarar as cidades com muito conforto, mesclam a velocidade à segurança em pneus com aros 700 (o mesmo das road bikes) mais largos e com cravos ou ranhuras para enfrentar os dias de chuvas. 

O design mais confortável de alguns quadros podem mudar de acordo com os fabricantes, que inclusive podem incluir suspensões dianteiras, e ai entram as mais variados estilos, como as dobráveis, cargueiras e até as elétricas que têm ganho espaço entre as mais variadas modalidades (inclusive nas bicicletas de estrada), tudo para fazer com que qualquer tipo de deslocamento dentro dos centros urbanos ou aquele passeio pelo parque seja confortável, mas se o que você busca é performance, as urbanas são limitadas, a menos que opte por uma das variáveis das urbanas, como em uma single ou fixa.

Elétricas e dobráveis

São excelentes opções urbanas, cada uma em um sentido diferenciado. As bikes elétricas podem ter uma pegada de mtb, que ai já é ideal para quem gosta de acompanhar os amigos mountain bikers no final de semana, economizando pernas. Pelas cidades, elas ajudam nas subidas, mantendo a velocidade e reduzindo o desgaste de energia gerado por quem pedala.

Pelo uso de tecnologia, as bicicletas elétricas ainda tem um custo relativamente alto, mas são uma tendência de mercado para o futuro, principalmente por terem sistemas de energia considerados limpos e renováveis, além de ajudarem o meio ambiente (um carro a menos).

as bicicletas dobráveis são uma boa opção para os ciclistas que moram nos grandes centros urbanos e não tem muito espaço em casa ou no trabalho para deixar a bicicleta. Ocupam pouco espaço e são bem ágeis para encarar o dia a dia, mas tem a limitação quanto ao grupo ou relação de marchas e consequentemente performance.

BMX e Freestyle

São bicicletas mais técnicas e que parecem mais infantis do que para sair por ai pedalando. E na verdade, nem são para isso mesmo. As BMX são bicicletas pequenas e rápidas, ideais para praticar manobras ou fazer pequenas distâncias com obstáculos em maiores velocidades com uma grande capacidade de mobilidade.

Então se a ideia é cobrir grandes distâncias e fazer um treino focado em velocidade, escolha outro modelo, já que para esse caso específico, o posicionamento da pilotagem também é desfavorável para pedalar, o que é feito em sua grande maioria do tempo em pé. Ainda há o BMX Race, onde em uma pista pré definida, mistura-se a velocidade e os saltos/manobras.

As BMX ou bicicletas de Freestyle são ideias para os ciclistas que curtem um passeio mais despreocupado na questão performance (a menos que seja no bmx race), o que importa aqui é a capacidade de realização de manobras que essas bicicletas oferecem devido à sua grande agilidade. Então se a intenção é a adrenalina de saltos e manobras, esqueça as mountain bikes e parta para uma bmx.

Fat bikes, Trial, Tandem, Handbikes...

Vários modelos de bicicletas descritos já possuem tecnologias de freios à disco e baterias elétricas para facilitar o uso e aumentar a segurança. Ainda existem alguns tipos de bicicletas menos comuns de ser ver por ai, como as de trial utilizadas para a realização de manobras, as reclináveis e Handbikes para pessoas com dificuldades de locomoção, as Fat bikes com pneus bem mais largos, ideais para a utilização em terrenos como neve e areia e as Tandem que são bicicletas adaptadas para duas ou até mais pessoas (incluindo competições com pessoas com deficiências visuais) e ai variam de estilo como mtb, speed e passeio.
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